Axé Odé Inlé

Candomblé: de hoje para amanhã

Vamos falar sobre o Candomblé para além das polêmicas, do “certo e errado” e dos debates vazios que não levam a nada e muitas vezes são pautados apenas na autopromoção pessoal. Vamos dar utilidade prática aos fóruns estabelecidos na rede. Vamos usar este espaço de forma inteligente e benéfica para as religiões de matriz africana.

Já não é segredo para ninguém que a religião dos Orixás sofre com um preconceito social muitas vezes fomentado pelos seus próprios adeptos e isso cresce exponencialmente a medida que depreciamos a pratica religiosa dos nossos próprios irmãos de fé.

A proposta aqui não é fazer vista grossa, nem tampouco deixarmos de nos posicionar quando algo não nos representa enquanto povo de santo, mas sim fazê-lo com propriedade e postura condizentes com nosso papel de religiosos.

Frente à modernidade é natural que haja um saudosismo pelos tempos de outrora, mas diante da muralha da ignorância travestida de “preservação do segredo”, pessoas mal-intencionadas encontram guarita para ludibriar. E é por isso que precisamos nos preparar para o tempo de agora.

Ao Babalorixa e à Iyalorisa que existe hoje – independente do seu tempo -, cabe uma preocupação com o amanhã, para que nossa filosofia religiosa não seja reduzida a folclore.

Nem tanto, nem tampouco. Precisamos honrar a memória dos nossos ancestrais, respeitar às tradições, mas principalmente garantir a sua continuidade no futuro.

O “como fazemos” é prerrogativa de sacerdotes, mas o “porquê” precisa transpor os muros do terreiro para que o candomblecista tenha entendimento e postura condizentes com às boas práticas de quem se diz religioso.

Convido a todos os amigos, seguidores e comunidade religiosa a fazermos desse espaço um fórun à altura do que nossa religiosidade merece. O que acham?

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